A que será que se destina?
Essa flor pequenina
Que nos invade
suavemente
E permanece tão
senhora de si
Que não quer mais nos
deixar?
A que será que se
destina
Esse fogo brando
Que arde, na aurora,
clama
Que não cicatriza e
que emana
Da Grande Alma Mundi
Para nos ensinar a
viver?
A que será que se
destina
Essa flor delicada
Que exala noite
adentro,
E nos leva ao
metacentro
Nos ensinando a ser
feliz?
Se destina talvez ao
sofrimento
Por minimizar nossa
razão
Descompassando o coração
A que será que se
destina
Esta arvore delicada
Que pode ser um fogo
brando
Ou uma flor pequenina
Que pode nos invadir,
arder, queimar, clamar
Permanecer senhora de
si
Cicatrizar e emanar
Da Grande Alma Mundi
Para nos ensinar a
morrer?
Se destina a nos dar,
felicidade e
sofrimento
Pois este desatino
Que nos guarda o
destino
Nos conduz ao labirinto
De lembranças e
despedidas
Entre Eros e
Thanatos.
Feira de Santana, 06
de agosto de 1993.


Comentários