Rainha da Madrugada


Uma tentativa de soneto

Parte I - da fuga da dor

Adentrava a meia noite e o peito explodia
Silenciava ecoando as dores do coração
Pulsava o desespero silencioso que ardia
Levantava do leito querendo fugir da solidão

O cheiro da rainha exalava aos quatro cantos
Seus toques saudosos urgiam na lembrança
Na cama à tristeza convidava as lágrimas
O escudo afastou a dor e trouxe esperança...

De bate pronto já curvava a encruzilhada
Corria nas ruas frias os bares da madrugada
Buscando qualquer ruído da rainha amada
Querendo encontrá-la mesmo ainda maculada

Parte II - INSÓLITO

O retorno para o espaço comum
Onde beijos e dança apareciam na lembrança
Os primeiros encontros que os olhos contemplava,
Que sem pretensões me conquistava

E na fuga da dor,
Na cama o encontro
Do placebo na cana
Copos postos na mesa de estranhos
Suportando futilidades de papos tacanhos

O sorriso pra disfarçar a tristeza
O copo pra fugir da solidão
A alma cheia de incerteza
A angústia assolando o coração!

O que queria era tê-la ao lado
Mesmo ainda de labios calados
Sua presença amenizaria tanta dor
Seus beijos um tesãoo avassalador

Parte III - SUPERFICIAIS

Parte IV - ESPARTANOS

Parte V - A SURPRESA BOA

Parte VI - A FRIA DESPEDIDA

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