Esquadrinhando-te
Desejo tocar cada canto do seu corpo
Perder-me como em um labirinto
De vinhos que embebedar-me-ei sedento
Encurtando caminhos, para enfim
Saborear cada traço
dos seus circulos retângulados
Tomando fôlego para recomeçar
A maratona da sobrevida
Coiteando o triângulo saboroso
E sorvendo-o no cálice dos anjos
Dando-te de prontidão o cilíndrico caduceu
Eclipsado nos córregos cachoeiranos do prazer
Labirintos de orgasmos e espasmos
provocados por Nefilins
Escorregando para o triangular
e estreito esconderijo que leva-nos
aos dédalos de espasmos e orgasmos
como anjos caídos que buscam perdão
Nas paredes tremulas e aquecidas
pelo vulcano que emana de ti
pairamos à espera da salvação
jorrando o nectar da reprodução
adormeci
nas ovacionadas formas angelicais
sob as montanhas orificiais
Gozo, sono, paz,
Redenção
Redenção


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