Contentar


Rebuliço que se faz não se sabe bem como
Inquietação de permissões omissas
Onde outrora desfilava os sonhos
Escorrendo como lavas de um vulcão

Emoções fumaçantes sussurradas
Como sopro entre  os dentes
De  um sorriso comedido no exercício do bom viver
Milimetricamente inspecionado pelo tempo

Contentar com o muito que era pouco
E este que agora é nada
Que persistiu no todo e invadiu meu mundo

Contentar a uma vida Albatroziana
Aguardando as ondas do leste
Os ventos do sul

Contentar, dar-se ao outro para serem um
Que no encontro de dois se tornam seis
Onde a genealogia tenta encontrar-se
Com a missão de entender para gentificar


Contentar a si mesmo sem descontentar o outro
Seria o caminho mais próximo para erupção humana
Por mais que se tente
Gente é gente, não é outra coisa não...

Quiçá fosse uma arvore, uma borboleta,
Um peixe, um aroma, um fruto, uma flor,
Um ouriço, um fóton, uma semente,
Gente é o Gráviton
Carinho sem pensamentos
Instinto sem sentimentos
E com tudo isso que esta na gente
Isso é que é gente
Tentar contentar mesmo sem estar contente
Contentar quem esta ausente

Comentários

Postagens mais visitadas