Prisioneiro








No frio desta cidade de céu cinzento

Estrelas somem

O sol dura ate as 20 horas

A lua se esconde entre a poluição

Transeuntes correm do céu que desaba

A garoa já não existe mais

Amores não há

Mas ainda assim convida-nos do mirante ao horizonte

Sermos de nós o melhor em vós

Lembranças morrem

No arar dos dias

Prédios descoloridos são mar de gente



Da varanda do meu Flat

Tudo é imensidão

De solidão

Fala o coração


- Sozinhos no ninho os pássaros cantam sublimes


Falam os pensamentos


- Grunhidos na noite a fora espantam os covardes

Fala o corpo


- Compassos diários em gestos mecânicos trazem à tona lembranças espasmódicas


Fala o espirito


- Desejos dançantes entrelaçam a vida no ir e vir da florescência amorosa.


A integralidade


- O amor é a essência e tudo mais é caos

Comentários

Nancy disse…
Existe muita profundidade no que vc escreve... Denso, íntimo... Retrata os seus momentos... só espero que o mar que não é de gente em Salvador, em que poucos gestos são mecânicos vc encontre mais vida... bju

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